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O famigerado Lobo Mau está detido e será julgado nos Estados Unidos. A criatura, muito popular por sua participação em blockbusters da Walt Disney, derrubou duas casas em Chicago, Illinois, e foi preso enquanto tentava derrubar uma terceira. Em depoimento, sr. Mau afirmou que se irritou exageradamente com o estouro da bolha imobiliária americana, onde perdeu vários de seus luxuosos imóveis.
Lobo, justificando sua fúria, diz ter sido ofendido pelos moradores das casas que atacou, acusando-os de preconceituosos. Os porquinhos que residiam nas casas não quiseram dar entrevistas, mas fontes seguras afirmam que eles estão hospedados com parentes, recuperando-se do choque.
O ator não nega as acusações e espera o julgamento na prisão. Seu advogado entrou com um pedido de habeas corpus que deve ser julgado hoje a tarde.

 reportagem: J. N. Benson

Este texto poderia ter três finais. Ou três desenvolvimentos. Este texto poderia ter uma ligação com outro ou, por que não, ser a ligação para outro. Este texto poderia ser rasgado ou emoldurado ou pisado.  Assim é Corra, Lola, Corra, uma viagem magnífica aos mais belos conceitos comunicacionais.

O filme é alemão(ya!) e, considerando o cinema popular germânico, não é nada tradicional, graças a um roteiro extremamente bem bolado. São 3 narrativas para uma “mesma” história, todas começando do mesmo ponto de partida, de um marco zero, desenvolvendo-se cada qual com suas peculiaridades, estas fruto da importância e da influência das casualidades na realidade urbana diária. É hipertexto carimbado no focinho.

A obra , por incresça que parível, não torna-se maçante, pois o diretor e a equipe de produção estavam totalmente familiarizados com as maravilhas da intertextualidade. A mesclagem de linguagens áudio-visuais eleva o filme a um patamar além do cinema: – é uma aula de relação entre textos e suas mensagens. É a carruagem da elétrica jornada de 140 minutos.
O filme “fala” o tempo todo. Por vídeos, fotos, cartoons, músicas, silêncio. Pausas.
E suas mensagens voam, brigam, fazem as pazes, fazem amor, fazem as malas e voltam.

Corra, Lola, Corra é um espelho distorcido da realidade do final da década de 90, período em que o ser humano, em sua plena alienação, realmente começou a perceber que estávamos na era da informação, da pressa, das decisões apressadas. Em cada narrativa do filme, Lola faz diversas escolhas, todas influindo no desfecho das histórias. No caminho que percorre, ela se relaciona direta e indiretamente com tudo o que há para se interagir, de pessoas a carros, do céu ao chão, de magnatas do mundo financeiro a mendigos. Com pouco tempo a disposição, a ruiva descabelada toma decisões rápidas, nunca certas, nunca erradas que, como conseqüência, alteram seu destino. Todos esses conceitos são soberbamente “significados” por um ménage a trois entre intertextualidade, hipertextualidade e semiótica.

Bakhtin ficaria orgulhoso.

O ministro da fazenda, Guido Mantega,  entusiasta de um bom café da manhã, reuniu-se com os deputados da base governista para confabular sobre os detalhes da reforma tributária. Tanto Guido quanto o líder do PT na câmara, deputado Henrique Fontana, não esconderam preocupações em relação à mudanças no projeto, afirmando que a reforma deve ser aprovada na íntegra. Confiante,  ainda que escorregadio, Mantega defende que essa proposta é o motor para o avanço do Brasil. O governo pretende votar a medida antes do recesso (mais?) parlamentar de julho.

O motivo da demora da votação é a falta de concordância entre os estimados políticos brasileiros. No entanto, na próxima semana, o ministro irá se reunir com oposição e líderes de governo para que cheguem a um consenso.

Irônico, né? Muito pão, pouca manteiga.

fiu fiu

Desde que me entendo por gente, o que, confesso, não tem muito tempo, o assobio tem sido uma forma de comunicação muito utilizada, mas não por mim, ainda em evolução, que não desenvolvi tal capacidade.
Semana passada, eu estava parado no semáforo da Nove com a Portugal, suando mais que tampa de marmita nesse calor de Ribeirão Preto, quando passou uma senhora que me fez pensar: “na casa dessa aí se come bem, ah! se come”!. Como bons e puros seres humanos que somos, acredito que o rapaz ao lado, careca, também suado, compartilhou comigo esse pensamento, e resolveu se expressar com tal complexidade que fiquei assustado.

- Fiu Fiuuuuuuuuu!

 A moça, com toda a classe que acompanha o sexo feminino, deu de ombros e continuou andando. Pode ser que ela não tenha ouvido, ou pode ser que, assim como eu, ela não saiba assobiar e se sentiu ofendida pelo rapaz.

Continuei meu passeio – a essa altura, o calor já me fazia sentir como uma cueca de padeiro – e parei perto de um varejão, onde vi dois homens carregando caixas de madeira repletas de mangas aden, estas que estavam tão suadas quanto eu, e percebi que eles faziam um esforço quase sobrenatural para tirá-las do caminhão e colocá-las no depósito do estabelecimento. Dezessete minutos depois, um dos homens, com cara de “missão cumprida”, passou o dedo na testa, inspirou e soltou:

- Fhhhhiiiiiiiuuuuu!
Entendi aquele assobio de língua presa como um fonema da palavra alívio.

Já no fim da tarde, busquei meus avós na rodoviária e, no caminho para casa, começou a tocar uma música que eles adoram, do Altemar Dutra. Pensei: um bolero não faz mal a ninguém. Aumentei o som. Meu avô, que sorri tão frequentemente quanto passagem de cometa, ameaçou uma curva no lábio inferior e tentou assobiar. Acredito que é uma tarefa complicada quando se usa dentadura.
Minha avó, toda fashion, sentada no banco da frente, acompanhou a música com larilarás por um tempo e, depois, desferiu o golpe final:

- Fiuuurifiuuu fiiiriuuuuuuuu…Fiiiiiiiiiiiiii, riiii, fifiuuuuu…

Pasmo, perguntei como ela conseguia.

 - Ah, é só soprar o ar, meu filho.

Contei a ela que eu sabia assobiar para dentro, mas que tinha parado com isso por medo de ter uma insuficiência respiratória. Perdi a parte que isso pareceu uma piada, só que ela riu como se os ossos dela não doessem.
Perto de casa, paramos em outro semáforo e havia duas pessoas entregando panfletos, uma em cada lado da rua. A do lado do coração, com o dedão e o indicador na boca:

 - fiuuuuuuuuuuuuuuu íííííííííí!!!

A resposta, do lado que eu escrevo:

 - Já vô, Joana!.

Desiludido, fui embora pensando em como eu poderia me tornar um bom comunicador social se não dominava a mais simples (e ainda muito eficaz) forma de comunicação.

Depois desse dia, não tive mais dúvidas, comprei um apito e um ventilador.

jazz 101

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Existem várias maneiras de se definir o jazz, algumas muito poéticas, geralmente elaboradas por músicos e apreciadores do estilo; outras formais, como as definições de dicionários; e ainda algumas mais diretas, como a do escritor Augusto Pellegrini: “uma prática musical que nasceu os Estados Unidos devido ao encontro do negro com a música européia, sendo diferenciada de qualquer outra música pelo seu compasso, pela improvisação e pela falta de compromisso com as formas convencionais…”.

 

Um dos elementos formadores do jazz é o blues, e assim como o próprio blues, o jazz foi influenciado, direta ou indiretamente, pelas worksongs, pelos hollers e pelas baladas e músicas populares européias. A partir das valsas é que se formou o Ragtime, primeiro embrião real do jazz de Nova Orleans.
Augusto Pelligrini, novamente, elucida: “ …ao colocarmos no mesmo caldeirão as canções de trabalho, a atonalidade e o ritmo africano, junto com as baladas, a polca e outras músicas populares vindas da Europa, mais as músicas religiosas (spirituals) e os arranjos das bandas militares, teremos como resultado um delicioso quitute, que, temperado com muito blues, acabou originando o jazz em todas as suas formas”

 

Sobre sua nomenclatura, alguns dizem que a palavra jazz é derivada da gíria francesa jaser, que significa, entre outras coisas, “jogar conversa fora”. Outros acreditam em uma origem também francesa, mas atribuída á palavra jeux, sendo jogos ou brincadeiras. Sem seriedade ou valor factual algum, existe ainda a versão de que jazz seria uma abreviação de jazzmin, ou jasmim, fragrância predileta das prostitutas de Nova Orleans.

O jazz, como música e nome, nasceu simultaneamente em várias regiões do centro-sul dos Estados Unidos – Nova Orleans, St. Louis, Memphis, Atlanta e Baltimore.

No entanto, um importante crítico alemão, afirma que foi em San Francisco, no começo do século XX, onde foram encontrados os primeiros registros do termo “jass”. Porém, sabe-se que entre os negros do sul a palavra “jass” já era usada como uma gíria designando “muita energia”.

De qualquer maneira, um bandleader branco chamado Jack Laine formou a Original Dixieland Jass Band (depois Jazz) e se mudou com sua banda pra Nova York, em 1917, tornando-se muito famoso e responsável por incorporar o nome Jazz à música e levá-lo para fora dos Estados Unidos.

Caso interesse a alguma das 19 pessoas que entram no meu blog, montei uma cronologia do jazz, postada logo aí em cima, na página “cronologias”(dãh).

Em tempos de crise, espera-se que os investimentos e as aplicações financeiras entre países diminuam até que a economia se aproxime do normal, certo? Errado!
O Brasil, por exemplo, tem recebido inúmeras quantias financeiras e aponta para um caminho distante, mas nem tanto, onde se tornaria a melhor arma para a superação do grande déficit econômico mundial. O porquê disso é simples: o país tem uma dívida externa de U$80.000.000.000,00, porém, sua reserva é de U$200.000.000.000,  duas vezes e meia o valor que deve, portanto, é beeeeem provável que o Brasil não quebre, garantido segurança e retorno aos investimentos feitos por outros países.
Longe de ser um paraíso fiscal, o Brasil está mais para uma “creche financeira”, onde os pais deixam seus filhos por um período de tempo e depois vão buscá-los.
O lado positivo dessa situação é o possível fortalecimento dos setores econômicos brasileiros.

Quem sabe,agora, não seremos promovidos a, por que não, segundo mundo?

Bem, muuuuuuuuuuuuuu!

“se alguém disse que teu samba não tem mais valor/porque ele é feito somente de paz e amor/não ligue não, que essa gente não sabe o que diz/não pode entender quando o samba é feliz.// o samba pode ser feito de céu e de mar/o samba bom é aquele que o povo cantar/ de fome basta a que o povo na vida já tem/pra que lhe fazer cantar isso também?//mas é que é tempo de ser diferente/e essa gente/não quer mais saber/de amor.//falar de terra na areia do arpoador/ quem pelo pobre na vida não faz um favor/ falar de morro morando de frente pro mar/não vai fazer ninguém melhorar.”

A resposta, dos irmãos Valle.

O havaiano Barack Hussein Obama, que não é socialista, socializou bastante com o carismático mestre de obras do brasil, Luiz Inácio Ula-Ula da Silva, durante a reunião do G20 (que, até onde sabemos, é um modelo antigo de camionete). O presidente americano teria encabulado Lula – se este tivesse entendido alguma palavra -  com elogios exacerbados sobre seu carisma e sua história de vida. Lula, que só finge de bobo, pareceu estar acostumado a ser paparicado por Obama e deu de ombros.
De volta aos Estados Unidos Da América (do norte), Barack manifestou sua vontade de pintar de vermelho a casa onde mora atualmente.

Enquanto isso, nas terras tropicais do Brazil, o honolável plesidente Lulááááá yaa anunciou ter voltado da super-impotência mundial China com um acordo das arábias em mãos: os chineses, uma pequena população, comprarão frangos do Brasil. Considerando que uma família chinesa de 3 pessoas (dois filhos lá é crime) consuma um frango por semana, é bom irmos nos despedindo dos bichinhos.
Durante a viagem, Lula convocou uma coletiva e, mais uma vez, nos encheu de orgulho:
“Vocês gostam de frango?” – perguntou o sempre carismático presidente em Beijing, levando a imprensa ao delírio.

Obama, da América, sempre elogioso, definiu o acordo como uma galinha de ovos de ouro.

O acordo ainda não foi colocado em prática, mas já ressalta que, no Brasil, nem tudo acaba em pizza.
Pode acabar em galinhada.

9788575423127

Em 2007, foi lançado um livro pelo pessoal da Rolling Stone chamado “1001 discos para se ouvir antes de morrer” (considerando que você viva a expectativa média de vida do brasileiro, até que dá tempo).
O livro é composto por várias resenhas sobre os álbuns, escritas por vários críticos musicais – “os melhores do mundo”, segundo seu modesto prefácio.

Bem, o livro não é novidade, muitos discos não mereciam estar lá e outros tantos estão por motivos quaisquer, exceto pela música. Tudo bem, é válido e não sou nenhum Alibabá do mundo fonográfico.
A boa nova  é que existe um blog homônimo que disponibiliza todos os 1001 discos pra download. É uma ótima chance para ouvir grandes (e outros nem tanto) discos da história e tirar suas próprias conclusões. Outro ponto positivo é que vários dos álbuns são dificílimos ou impossíveis de encontrar no Brasil.

No embalo do tom imperativo do título, aproveito para listar os 3 discos para se ouvir hoje antes de dormir :

Riding with the King, do Eric Clapton com B.B. King. Ebony and Ivory do jive. Discasso.
Ao vivo em Minas, de Antônio Carlos Jobim. Dispensa qualquer comentário, né?
E, por fim, Magical Mystery Tour, daquela bandinha lá de liverpool (mamada tá puto).

O porco violonista El Porquito Mariachi Jr. foi internado hoje as pressas no El Hospitál Internacionál de Guadalajara após ser atacado por Aedes Neves, um notório mosquito brasileiro transmissor da outrora popular dengue.
Aedes, que já tinha passagem pela polícia, foi encontrado, preso e acusado por tentativa de homicídio. Sua chegada à La 32ª Delegajia de la políthia foi tulmutada mas, após a difícil entrada, participou de uma coletiva no auditório do prédio.
O famigerado mosquito afirma que o motivo do ataque foi a valorização do produto nacional, como visto antes, e disse que faria tudo de novo. Para completar, anunciou que vai entrar com uma ação judicial contra o sr. Él porquito pois, ao picá-lo, contraiu gripe suína e já estão aparecendo os sintomas. Após passar uma noite encarcerado, a Embaixada Artrópode Brasileira interviu e solicitou a repatriação de Neves que, por sua vez, mesmo em convalescência, gabou-se de ter passado mais dengue para o porco do que transmitiu no Rio. Mariachi Jr, já em casa, não quis dar entrevistas, mas amigos afirmam que ele garantiu que o pior da gripe estar por vir, e que o maldito mosquito mal pode esperar.

Aedes Neves está a caminho do Brasil e responderá ao processo em regime aberto.

one big joy

 Little_Joy

A nova onda no cenário musical cool américo-brasileiro é um projetinho safado chamado Little Joy. Basicamente, ele é composto por Rodrigo Amarante, da banda hiatista Los Hermanos, Fabrizio Moretti, baterista dos Strokes e Binki Shapiro, uma espécie de Feist com visual indie-junkie.
Inicialmente, quando ouvi falar da banda, não esperava gostar pois, confesso, tenho restrições quanto a aventuras musicais calcadas no modernismo superestimado que é ser retrô. No entanto, o Little Joy não só me agradou como provou ser uma banda incrível e, apesar da soma de ritmos e alguns arranjos levemente complexos, mostrou que o simples nunca sai de moda. Moretti se mostrou um compositor talentoso e a parceria com Amarante rendeu canções deliciosas. Quanto a Binki, gostei de seu timbre e, como eu disse, me lembra Feist, que é muito bom. Sua participação no álbum envolve mais que sua voz suave – ela toca teclado, guitarra, percussão e  algumas cositas más.

The Next Time Around abre o disco e não poderia ser diferente. Violãozinho, batidinha, duetinho, tudo meramente minimalista e agradável. No One’s Better Sake, o primeiro single, conta com uma estranheza instrumental inicial divertidíssima que remete sutilmente ao Vaudeville e se torna discretamente psicodélica, no melhor estilo anos 60. Tente ouvi-la sem balançar suavemente a cabeça de um lado para outro – impossível. How To hang A Warhol nos lembra como Amarante é bom compositor, mostra o lado light folk do disco  e é de longe sua pérola. O gran-finale ficou por conta da única canção totalmente em português, Evaporar, filha de Amarante. Nela, ele lembra que é um hermano (na época do Quatro).

No geral, o disco é ótimo. Não que vá se tornar referência para gerações futuras. É bom, mas não tem nada de original, é puramente uma fusão dos ritmos que seus integrantes adoram e buscam suas influências. Litte Joy causa a impressão de ter sido gravado em casa, em um clima de amizade e  de prazer em tocar junto com os amigos. Até contou com a ilustre participação de alguns deles - Devendra Banhart e Nick Valensi.

Foi uma ótima surpresa, ouvi-los é uma joy que nada tem de little. (Haha)

bum!

O brasileiro é uma espécie à parte, peculiar e, portanto, interessantíssima. Nós, já que sou automaticamente incluído nesse grupo, somos conhecidos – por outros brasileiros – por não desistirmos nunca. Então, partindo dessa característica marcante do nosso povo, começo hoje mais um blog(quero entrar na moda) que se alimentará de música, fotografia, artes plásticas, literatura, jornalismo e, claro, cultura inútil.
Estou muito feliz com isso, confesso.

Meu nome é Nilo Ayer, sou estudante de jornalismo, músico, professor de inglês e desenho coisas toscas no meu tempo livre. Tenho algumas bandas reais, outras imaginárias, estudo a história da música e dos instrumentos musicais. Sou mineiro, puxo o “R”, falo “uai” , adoro pão de queijo. Atualmente, moro em Ribeirão Preto, Sp, e todos os dias suo feito uma cueca de padeiro. Califórnia brasileira, né?

Com minhas pretensões e ego expostos, e ainda sentindo muito calor, desejo a mim um feliz blog novo.

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